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O treino de força no idoso

Durante os últimos anos tem aumentado o interesse nos processos estratégicos para retardar o envelhecimento. Contudo todos nós envelhecemos e a inactividade física parece acelerar os efeitos adversos do envelhecimento.
A grande maioria da nossa população não realiza exercício físico de forma a ter benefícios de saúde. Os indivíduos que realizam regularmente exercício, praticam essencialmente actividades como ginástica aeróbica, marcha, corrida ou bicicleta. Embora estas actividades sejam benéficas para a melhoria do nosso sistema cardiovascular, elas pouco contribuem para a prevenção da degeneração do sistema músculo-esquelético.
Se não realizarmos regularmente exercícios de força, perdemos tecido muscular, em média de 2 a 3 Kg por década. Esta diminuição da massa muscular leva a uma consequente diminuição da taxa do metabolismo basal. De facto, a perda da massa muscular é um dos factores de maior influência na redução de 2 a 5% por década da taxa do metabolismo basal e do aumento do peso corporal em cerca de 4.5 Kg por década.
Uma das consequências da diminuição da massa muscular e da taxa metabólica basal é o aumento do peso corporal. As calorias que seriam usadas na manutenção da massa muscular, são agora armazenadas em gordura.
A perda da massa muscular está também relacionada com a osteoporose e uma variedade de doenças degenerativas.

Respostas fisiológicas ao treino de força

Vários estudos têm demonstrado que os idosos podem aumentar a sua força e a massa muscular. Ainda recentemente um estudo realizado na Universidade de Tufts por Campbell e al., demonstrou que os idosos de ambos os sexos submetidos a um treino de força, aumentaram significativamente a massa muscular (em média 1.3 kg) e perderam massa gorda (em média 1.8 Kg). Os exercícios de força foram realizados durante cerca de 30 minutos, três dias por semana e por um período de 12 semanas.
Se um dos objectivos do treino for a redução do peso corporal, verifica-se ser efectiva a conjunção de exercícios de força com exercícios aeróbicos e uma dieta hipo-calórica.
Outros benefícios do treino de força são: o aumento da densidade mineral óssea tão importante nas mulheres pós menopausa e em indivíduos com osteoporose; melhoria dos níveis de lípidos no sangue; a melhoria do metabolismo da glicose, o aumento do transito gastrointestinal, a diminuição das dorso-lombalgias e a redução da sintomatologia artrítica.

Para indivíduos com vida sedentária é possível reverter alguns dos efeitos degenerativos relacionados com o processo de envelhecimento.

Mais especificamente, o treino de força ajuda a repor o tecido muscular aumentando a taxa metabólica basal e a funcionalidade do idoso (mobilidade, equilíbrio e auto-suficiência).